12/03/2010
A seção Mandioca em Foco desta semana destaca uma possibilidade de ampliação para o mercado brasileiro de farinha de mandioca, através do uso do produto na composição de pré-misturas (premix) para a indústria de macarrão. A empresa que desenvolveu e patenteou a formulação deste premix sugere a incorporação de 14 quilos de farinha de mandioca para cada tonelada de farinha de trigo. “A adição do premix à farinha de trigo comum para fabricação de macarrão proporciona ao produto final menor teor de glúten, melhor coloração e redução de custos, além de aumentar o campo de vendas da farinha de mandioca, auxiliando o produtor rural da Bahia”, afirma Décio Pilli, da BCEN. Leia a matéria completa em nosso site. E por falar em adição de farinha de mandioca à farinha de trigo, a seção Em Foco traz informações sobre a República de Camarões, onde a substituição de parte da farinha de trigo por outras matérias-primas na fabricação de pães vem sendo bastante discutida, com o objetivo de reduzir as importações de farinha. Mandioca, milho e batata-doce são as matérias-primas que podem ser incluídas à farinha de trigo para produzir pães no país a partir de maio, numa proporção de 5% a 15%. O país enfrenta, porém, a incerteza do suprimento interno de tais matérias-primas. No Brasil, a produção de farinha de mandioca cresceu 3,3% em 2009, atingindo o maior índice nos últimos sete anos, 583,11 mil toneladas. Os dados foram apresentados na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, nesta quarta-feira (10/03), em Brasília, e são resultados de pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esta notícia pode ser acompanhada na seção Notícias do nosso site, que também traz um alerta para os paulistas, dado pelo geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e atualmente consultor ambiental: o pior das chuvas de verão pode ainda não ter passado. E mais: os próximos anos tendem a ser de seca no Nordeste e de muita chuva no Sul e Sudeste, por conta das mudanças climáticas. Leia também que a redução de 9% na área cultivada com milho no país vem sendo totalmente neutralizada por um aumento (previsto em 10,7%) na produtividade. A todos, boa leitura. Equipe Natural equipe@natural.agr.br
|